Amor de Primavera   4 comments

Amor de Primavera Presa pelo amor eu não corro pra me aventurar

Lembranças que me salivam a alma
Deixam-me com vertigem
A deriva da saudade.

O fogo antes remédio de uma vida,
Hoje fagulha nostálgica,
Que me confunde e embaralha.

A calmaria de uma primavera,
Que em tal estação marcou-me por eras.
Agora calor perigoso de um verão.
Veneno que se provado corromperá meu coração.

Caricias e beijos que nego.
Mas que no fundo quero,
Pois lembro nos momentos de solidão.
Emoção que corpo e mente eternamente lembrarão.

02:59 30/04/11

A. Alawara Chavéz

Publicado 30 de abril de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Inconstância Mundana   Leave a comment

Inconstância Mundana

A rapidez que meu coração bate,
 Essa mesma em que um amor morre, 
E outro renasce. 

Acompanhe o tic-tac. 
Num segundo tu vives, 
N’outro moras em uma lápide. 

Assim como uma simples atitude 
Mata qualquer amizade. 
As lembranças de saudade, 
Tornam-se amarguras de uma idade. 

Hoje você não acredita em Deus, 
Amanhã ele será a sua verdade. 
Por que o mundo é assim! 
Em eterna bipolaridade.

04:04 30/04/11

A. Alawara Chavéz

Publicado 30 de abril de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Meus olhos   Leave a comment

Meus olhos

Meus olhos vagos em sentido nenhum
Caminham há nenhuma direção,
Procurando um amor
Que de paz no coração.

E nessa busca incessante por felicidade,
Já não encontram
Aquelas antigas e belas paisagens.
Só restou o nada.

As visões de outrora
Agora tão modernas,
Não passam de lentes vazias,
Deixam-me cega.

E reprimidos ainda tentam achar.
Mas sem boas trilhas para admirar,
Meus olhos vagueiam novamente,
Pra nenhum lugar.

Observam a multidão,
Cidade cheia, de vazio.
Andam para lá e para cá,
Sem nenhuma direção.

Analiso atenta, esses tolos sem coração.
Caminhando juntos,
Só para ver se da em algum lugar
Longe da escuridão.

E meus olhos vagos,
Atentos ainda vagueiam,
Em meio à luz,
Observam da solidão.

A frieza alheia,
Que os fazem sem estação,
Eternos andarilhos,
A procura de uma emoção.

A. Alawara Chavéz
Feito no dia: 02/02/2011 – 14h04min.

Publicado 19 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Ira   Leave a comment

Ira

As cicatrizes que não fecham,
Imediatamente profetizam
A derrota da minha circulação.

Espirra sangue das artérias
Emocionais da minha alma de poeta,
Eis a tinta das minhas estrofes em controvérsias.

E a ferida reaberta
Alimenta o meu dom,
Prosseguindo com um circulo de ódio
Para a minha lenta subida ao topo de impulsos
Da remunerada destruição.

Ela me consome aos poucos,
Sou prisioneiro desse pecado,
Que disfarço como talento,
Mas que remói o meu passado.

A vida jaz no que restou do controle,
E as palavras ditas com desdém,
Só reabrem as cicatrizes
Que me fazem ferir mais alguém.

Eu grito e ataco veneno,
Relaxo em ilusão.
Mas ela não passa
Pois só a emoção contrária
Acabará com a infeliz raiva, solidão.

A. Alawara Chavéz
Feito no dia: 17/01/2011 – 00h06min.

Publicado 18 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

É preciso ver além   Leave a comment

É preciso ver além

É preciso ver além
Do que minhas palavras podem dizer
Para me compreender
E saber quem sou.

Também é preciso conviver
Ou ter o dom de invadir a alma
Pela porta que Deus criou.

A quem saiba as cores das chaves,
Mas nunca as achou.
Quem tenha sem saber e nunca usou,
Ou quem já teve, mas não cuidou.

A fechadura sempre muda,
Às vezes vermelha
Outras vezes, castanha escura.

Mas o verde da esperança
Continua sempre ali.
Intenso a flamejar,
Para quem eu os direcionar.

É compreensível a incompreensão dos demais,
Não são todos capazes de enxergar as entrelinhas.
Alguns passam direto ao importante
Sem perceber que já passaram por tal.

Como as palavras que servem de incremento,
Para encher as frases,
Há muitas de minhas faces que são assim.

E o conteúdo guardado
Perceptível à porta da alma,
Fica trancado para quem consegue ver
E aproveitar a mascara certa.

São tantas fases,
Tantas do meu eu
Que se adaptam ao meio externo.

Meus camaleões mutáveis lutam entre si
Para saber quem é o líder de minha morada.
Não são muitas personalidades,
É apenas uma desfragmentada
Pelas regras que eu nunca segui.

A política da boa vizinhança,
O sorriso forçado para agradar.
Os ouvidos que sempre escutam,
Mas não prestaram atenção
No que acabou de entrar,
Mas sempre respondem o que se quer ouvir.

A adaptação para ser ‘entendido’
E a auto-afirmação sem veracidade,
Não cabe mais a mim.

Unifico as adaptações
Que surgiram com o tempo,
Com os momentos que passei.
Elimino as que eu copiei
Que se formaram para obedecer a padrões.

Pois não me basta a ilusória satisfação
De que aceitaram o eu uniforme e seguinte de regras,
Mas me agrada pensar
Que a unificação do que realmente sou
Alguém compreenderá.

Se fosse para todos ganharem no bingo
Ninguém jogaria mais.
Se todos gostassem de rock
Ele perderia a graça,
Pois não são todos que merecem ouvir.
Alguns devem somente ter o lixo das ruas,
Outros nasceram para comer caviar.
Mas as minhas entrelinhas estão tão expostas,
Só não enxerga quem não entenderá.

É preciso ver além
Do que minhas palavras podem dizer
Para me compreender e saber quem sou.
É preciso entender para ler e dizer que gostou.

A. Alawara Chavéz
Feito no dia: 16/10/2010 – 05h29min.

Publicado 17 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Avareza e o Homem – Diálogo   1 comment

Avareza e o Homem – Diálogo

-Ela me engole, me faz consumir tudo ao meu alcance e tudo distante de mim.
Sigo o capitalismo na linha, compro minha roupa, minha boca e meu corpo que naturalmente não pude ter.

- Te dou tudo e te ajudo a ter forças para ninguém lhe roubar. Alimento seu egoísmo e ganância, emoções de poderosos que sem mim não terá.

- Eu sei. Por isso a quero só para mim, vou-te acumular bastante para cada vez mais dinheiro conseguir.

-Mais me espalhe para seus filhos e me passe como herança junto à fortuna que tu, que eu adquiri.

-Não. Mesmo não sendo dinheiro não a reparto com ninguém.
Pois é um pecado que destrói sentimentos e sou avarento quero você, meu bem, só para mim.

A. Alawara Chavéz
Feito no dia: 16/01/2011 – 01h06min.

Publicado 16 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Meu relógio – Tic-tac   2 comments

Meu relógio – Tic tac


Há tempos eu procurava

Pilhas novas para meu relógio girar.

Usava-as até se gastar.

Num incessante ciclo,

Sofrido, sem fim.

“[...] Pilhas novas,

As velhas estão gastas [...]”

E uma hora não dá mais para usar.

As novas não faziam meu relógio

O tempo acompanhar.

E meu ponteiro ficava

A deriva sempre em busca de se alimentar.

Tic-tac não havia,

Mas o tempo não parava.

Até que cansei e percebi

Que o tic-tac do relógio do amor

Não funciona com pilhas

Que gastam e é preciso trocar.

Ele é à base de luz,

Luz natural solar.

Sol que eu tinha

Mas desprezei achando

Que precisava de novas pilhas.

Quando que eu apenas precisava

Olhar para cima.

E meu relógio voltaria a funcionar.

Foi o que eu fiz

E agora novamente ouço

O meu velho timbre amado,

O tic-tac do amar.

 

A. Alawara Chavéz

07:36 14/03/11

Trecho entre aspas retirado de ‘Tic-tac’ de A. Alawara Chavéz.

Publicado 14 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Arbusto seco   Leave a comment

Arbusto seco

 

Minha alma já foi viva,
Brilhante,

Um belo enigma.
Mas algumas decepções
Sempre abrem as feridas.
Cicatrizes que não fecham mais.

Hoje meu coração se calou.
E a alma que foi fruto,
Hoje jaz,

Não passa de um seco arbusto.

Que ninguém mais regou.

 

A. Alawara Chavéz

Feito no dia 01/02/2011 – 14h42min.

 

Publicado 13 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

Tic-tac   Leave a comment

Tic-tac


O tempo passa,

E os amores mudam.

Tic-tac, tic tac, tic tac…

Não se pode voltar o ponteiro do coração,

Segundo de felicidade,

Minuto de dor,

A hora da solidão.

Tic-tac, Tic-tac.

Vamos mofar com o relógio

Parado em lembranças.

As velhas pilhas não funcionam mais.

Não importa o quanto batemos

E nos iludimos que vão funcionar,

Estão gastas.

E o tempo não espera lá fora.

As pilhas sobrevivem sem relógio,

Mas o relógio não segue sem as pilhas,

É preciso de novas.

O Tic-tac não se ouve

Mas o tempo,

Não se cala.

Tic-tac, Tic-tac.

Joguei, agora,

As minhas fora.

Em busca de novas.

A. Alawara Chavéz

Feito no dia: 17/11/2010 – 01h51min.

Publicado 12 de março de 2011 por alawara em poesias/textos em prosa

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